Documento formado por um conjunto de 6 folhas que integra as seguintes temáticas: A - Sistemas aquíferos: (folhas A1 e A2) - Cartografia dos sistemas aquíferos da orla algarvia. Correspondência entre as formações geológicas e a distribuição espacial e as características dos aquíferos. definição e individualização de sistemas aquíferos em rochas detríticas, carbonatadas e fissuradas; B - Vulnerabilidade dos Sistemas Aquíferos (folhas B1 e B2) – Indicação do grau de vulnerabilidade à contaminação das águas subterrâneas de acordo com a litologia, permeabilidade e tipos de aquíferos e identificação das fontes de contaminação; C - Hidroquímica pontual (folhas C1 e C2) – Indicação do quimismo dos pontos de água subterrânea quanto ao resíduo seco, dureza e fácies hidroquímica. Principais classes de água quanto à qualidade e sua distribuição espacial.
Mapa com informação sobre o grau de vulnerabilidade à contaminação das águas subterrâneas de acordo com a litologia e o grau de fracturação e indicação das principais fontes de contaminação na região do Douro Litoral e Alto Minho.
A Carta Geológica Simplificada do Parque Natural de Sintra-Cascais à escala 1:50 000 constitui uma edição conjunta do Parque Natural de Sintra Cascais (Instituto da Conservação da Natureza) e do Instituto Geológico e Mineiro que, para além da geologia, inclui também os geossítios deste Parque Natural.
A Carta Geológica do Parque Nacional da Peneda-Gerês constitui uma edição conjunta do Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza (atual ICNF) e dos Serviços Geológicos de Portugal (atual LNEG). O Parque Nacional da Peneda-Gerês é uma área protegida de cerca de 70 290 hectares, criada em 1971. Continua a ser o único Parque Nacional português. Situa-se na zona raiana do Minho, Trás-os-Montes e Galiza. Esta área protegida, juntamente com o parque natural espanhol do Baixa Limia-Serra do Xurés (estabelecido em 1993 e com cerca de 20 920 hectares), forma, desde 1997, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés. Estas duas áreas são consideradas pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera. A geologia e geomorfologia desta região são fortemente condicionadas pela abundância de corpos graníticos, derivados de magmas gerados nos processos orogénicos variscos, resultantes da formação do supercontinente Pangea, há cerca de 350 Ma, por colisão da Laurússia e Gondwana. Os diferentes tipos de granitos existentes na área são agrupados em sin, tardi e póstectónicos, conforme as várias etapas da orogenia varisca. São intrusivos em metassedimentos considerados do Silúrico, do parautóctone da Zona Galiza-Trás-os-Montes (ZGTM). A estas intrusões graníticas estão relacionadas mineralizações de cassiterite, volframite, molibdenite, ouro e berilo (em pegmatitos), que foram alvo de importantes explorações mineiras, como as minas do Carris e da Borralha, já fora dos limites deste Parque. Ainda nos recursos geológicos, merece destaque as águas minero-medicinais (Caldas do Gerês). Nos sedimentos do Quaternário, merecem destaque a presença de moreias e a morfologia típica de vales com perfil em U, evidências da última glaciação Wurm (entre 110 000 a 12 000 anos), no final do Pleistocénico. Para atualização da geologia consultar: Pereira, E. (coord.) (1989). Carta Geológica de Portugal, Folha 1, escala 1:200 000. Lisboa, Serviços Geológicos Portugal. Pereira, E. (coord.) (1992). Notícia Explicativa da Folha 1 da Carta Geológica de Portugal, à escala 1:200 000. Lisboa, Serviços Geológicos Portugal, 83 p.
A Carta Geológica dos Arredores de Lisboa à escala 1:50 000 é uma obra essencial para o estudo da geologia da região. Os trabalhos foram iniciados por Paul Choffat e concluídos, depois da morte deste geólogo, pelo pessoal técnico e colaboradores dos Serviços Geológicos. A Carta publicada entre 1935 e 1950 pelos Serviços Geológicos de Portugal é constituída por quatro folhas: Folha 1 (Sintra), Folha 2 (Loures), Folha 3 (Cascais) e Folha 4 (Lisboa). Este trabalho pioneiro de Choffat, geólogo suíço que se estabeleceu em Portugal, foi crucial para a compreensão da evolução geológica local, além de desempenhar um papel significativo no avanço das pesquisas científicas em geologia no país.
A Carta Hidrogeológica de Portugal à escala 1:1 000 000 foi editada em 1970 pela Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos (Ministério da Economia - Secretaria de Estado da Indústria) com a colaboração das Direcções Gerais dos Serviços de Urbanização e dos Serviços Hidráulicos. Constitui um documento cartográfico datado que sintetiza as características hidrogeológicas do território continental. Principais conteúdos legendados: 1) Unidades geológicas agrupadas e classificadas em função da variação da grandeza da permeabilidade em cada tipo de meio (poroso, cársico, fissurado); 2) Indicações relativas a nascentes (caudais e temperatura da água); 3) Indicações relativas a cursos de água superficiais; 4) Indicações relativas a captações de água (caudais de furos e capacidade de barragens).
A Carta Geológica de Portugal Continental à escala 1:2 000 000 foi preparada no âmbito da publicação do Atlas de Portugal do Instituto Geográfico Português em 2005.
Colecção constituida por 1766 ortofotomapas criados no periodo de 1999 e 2000, 1101 ortofotomapas cobrem a Região do Minho e 665 cobrem a Região da Estremadura. Têm uma resolução de 30 cm e são a preto e branco, foram obtidos por mosaico de fotografia aérea orto-rectificada. Os voos foram efectuados com a câmara Wild RC20 dotada de FMC (utillização de sistemas de compensação de movimento de imagem) e equipada com um cone AVIOGON de 153,08 mm. Foram executados pela firma IMAER PORTUGAL.
O Parque Natural de Montesinho (PNM) integra a parte norte dos concelhos de Vinhais e Bragança, tendo por limite norte a fronteira espanhola. Tem uma área de 750 km2, correspondendo, respetivamente a cerca de a 44% e 37% das áreas destes concelhos. Esta carta geológica à escala 1:100 000, foi produzida no âmbito do Projecto PNAT/CTE/15008/99, “Geologia dos Parques Naturais de Montesinho e do Douro Internacional (NE Portugal): Caracterização do Património Geológico”, executado pelo INETI (atual LNEG), em parceria com a Universidade do Minho, entre 2001- 2005. Esta carta geológica é baseada fundamentalmente, na geologia editada à época, das cartas 3-D (Espinhosela) e 4-C (Guadramil) à escala 1:50 000, e da Folha 2 da Carta geológica à escala 1:200 000, bem como em levantamentos inéditos da cartas 3-C (Vinhais), 7-B (Bragança) e 8-A (S. Martinho de Angueira). Este documento integra o relatório sobre recursos e património geológico do PNM, correspondendo ao Anexo I (Meireles et al., 2005). O Parque Natural de Montesinho situa-se geologicamente no limite entre a Zona Centro Ibérica (ZCI) e a Zona Galiza Trás-os-Montes (ZGTM) do Maciço Ibérico. Estas duas zonas geotectónicas estão separadas pelo carreamento principal da ZGTM, aqui localmente designado de carreamento da Ribeira de Silos. A ZGTM é constituída por diversos mantos de carreamento, resultantes de processos de colisão entre os continentes Laurussia e Gondwana (entre os 500 Ma e os 350 Ma), e que levaram ao fecho do oceano Rheic. Por obducção, vários mantos de carreamento, de origens geotectónicas distintas, são carreados por mais de 200 km sobre o autóctone da ZCI, margem passiva gondwanica. Nesta região predominam unidades parautóctones, fundamentalmente metassedimentos e metavulcanitos paleozóicos, no intervalo Ordovícico – Devónico, carreadas sobre o autóctone da ZCI, aqui representado por metassedimentos do Ordovícico e Silúrico. Estão também presentes unidades alóctones do Maciço de Bragança, nomeadamente da sinforma de Espinhosela: alóctone inferior (xistos verdes e quartzofilitos); alóctone intermédio - ofiólito (anfibolitos, metagabros, serpentinitos); alóctone superior (gnaisses com eclogitos, blastomilonitos, granulitos e metaperidotitos). Os mantos de carreamento da ZGTM resultaram do processo colisional entre os continentes Laurussia e Gondwana, no Devónico Inferior, processo esse terminado há 350 Ma. Há a assinalar: 1) a presença de granitos variscos (maciços de Montesinho, Moimenta e Pinheiro Novo) intrusivos nas unidades autóctones e parautóctone e granitos pré-variscos (granitos de Rio Frio), intrusivos nos gnaisses de Espinhosela); 2) a presença de filões básicos, doleriticos, variscos e alpinos. Para atualização da cartografia e litoestratigrafia do autóctone da ZCI (Ordovícico e Silúrico) e das unidades parautóctone da ZGTM, é conveniente consultar: Mapa Geológico do Sector Nordeste de Bragança https://geoportal.lneg.pt/pt/dados_abertos/cartografia_geologica/cartografia_outras_escalas/mapageologicosectornordestebraganca Meireles, C.A.P., 2013. Litoestratigrafia do Paleozóico do sector a nordeste de Bragança (Trás-os-Montes) - Serie Nova Terra, nº 42. Instituto Universitário de Geologia “Isidro Parga Pondal”, Univ. Coruña, 471 p, (1 Mapa Geol. + 4 Anexos). Disponível em https://www.udc.es/files/iux/almacen/Nova%20Terra%2042%20ebook/files/assets/basic-html/index.html#page1
A Carta Hipsométrica de 1906, à escala 1:500 000, compreende oito zonas coloridas que representam o relevo a diferentes altitudes. O verde é usado para representar as altitudes inferiores e o bistre, com diferentes intensidades, representa as altitudes superiores. Nesta carta figura também a linha batimétrica dos 200m, desenhada pelo Sr. Alberto Girard, baseando-se em parte nos trabalhos oceanográficos do rei D. Carlos. Esta carta foi publicada pela Comissão do Serviço Geológico tendo como presidente Nery Delgado.