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  • A Carta de Ocupação de Solo Simplificada (COSsim) é um produto experimental, resultando de atividades de investigação e desenvolvimento da DGT no âmbito do Sistema de Monitorização da Ocupação do Solo (SMOS). Considerando a natureza experimental da COSsim, a DGT incentiva os utilizadores a reportarem para smos@dgterritorio.pt uma análise crítica sobre a utilização da cartografia para ajudar na sua melhoria. A COSsim foi criada com o objetivo de fornecer informação complementar à Carta de Uso e Ocupação do Solo (COS), tendo uma frequência de produção e atualização anual, e um formato raster com uma resolução espacial de 10 m, i.e. unidade mínima cartográfica de 100 m2. Foram já produzidas três COSsim experimentais para os anos de 2018, 2020 e 2021. A nomenclatura da COSsim2018 é composta por três níveis de detalhe temático crescente, com 6, 9 e 13 classes nos níveis 1, 2 e 3, respetivamente. A produção da COSsim2020 introduziu uma melhoria no detalhe temático na classe de agricultura, sendo esta dividida em três classes, resultando em 15 classes no nível 3. A nomenclatura da COSsim e a descrição das classes é apresentada no documento Nomenclatura COSsim (https://geo2.dgterritorio.gov.pt/atom-dgt/COSsim/Nomenclatura_COSsim.pdf). Os limites da COSsim na fronteira com Espanha são os da Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP) versão 2018 e na zona costeira é utilizado um buffer de cerca de 2km a partir da linha de costa. A COSsim é produzida através de tecnologias espaciais e Inteligência Artificial, que inclui algoritmos de machine learning e regras de conhecimento pericial para classificar automaticamente séries multiespectrais e intra-anuais de dados de imagens óticas de satélite Sentinel-2. Para realizar este processo é construída uma base de dados espectral formada por compósitos mensais, índices espectrais e métricas intra-anuais de imagens Sentinel-2 para o ano agrícola em análise (i.e., de outubro 2019 a setembro 2020 para a COSsim2020). A base de dados de treino de cada classe para a classificação automática é obtida por processamento automático de informação auxiliar e por fotointerpretação. A metodologia da COSsim é adaptável ao ano da cartografia, existindo dois casos distintos. O primeiro consiste na produção da COSsim para anos de referência, sendo este conceito associado à existência de uma versão da COS e ortofotomapas, como é o caso de 2018. O segundo caso consiste na produção da COSsim para os anos intercalares, para os quais não existe uma versão da COS nem ortofotomapas, como é o caso de 2020. A COSsim de referência beneficia da existência de mais informação de base e encontra melhores condições para a sua produção, prevista de ser aplicada a cada três anos. A COSsim intercalar está condicionada à informação existente e prevista de ser aplicada sempre que os ortofotomapas e uma versão atual da COS não estão disponíveis. Nos anos de referência será também produzida uma primeira versão da COSsim com a aplicação da metodologia de produção das COSsim intercalares, como é o caso de 2021. Para os anos de referência, a COSsim final será produzida depois da produção da COS, promovendo-se a articulação entre a COS e a COSsim. A metodologia de produção da COSsim de referência pode ser consultada em Costa et al. (2022) (https://doi.org/10.3390/rs14081865). As COSsim intercalares são produzidas com base em metodologias de deteção e classificação de alterações com base em séries interanuais e intra anuais de imagens do Sentinel-2. Nas áreas sem alterações a cartografia mantém a classe de ocupação do solo do ano anterior, garantindo-se a consistência espaciotemporal da série cartográfica. A versão atual da COSsim2018 tem uma exatidão global de 83.0% (±3.1%), estimada com base numa amostra com 4018 pontos e para um nível de confiança de 95%. As COSsim subsequentes não foram validadas, mas as suas exatidões globais deverão ser próximas da exatidão global da COSsim2018. Uma comparação entre duas COSsim (e.g., 2020 e 2021) não revela nem poderia revelar, todas as alterações que ocorreram no território devido à metodologia usada. Com efeito, a COSsim intercalar capta dinâmicas anuais e por isso é normal que algumas alterações de ocupação não sejam representadas. Por exemplo, novas áreas urbanas ou novas áreas de culturas permanentes não são representadas na COSsim intercalar (e.g., COSsim2020). Assim, uma zona coberta de vegetação que seja cortada para dar lugar a edificações poderá permanecer representada como Superfície sem vegetação. Da mesma forma, novas áreas agrícolas, nomeadamente novas plantações de pomares, poderão ser representadas como Superfície sem vegetação ou Vegetação herbácea espontânea que predominam nessas áreas relativamente às copas das árvores de dimensões ainda reduzidas. O mapeamento das alterações do solo é dependente das observações feitas por satélite que poderão demorar algum tempo até captar um sinal espectral suficientemente estável que permita a sua classificação na classe de ocupação do solo mais adequada. Estas dinâmicas entre as classes são efetivadas nas COSsim de referência, beneficiando-se da disponibilização de informação auxiliar mais completa, como os ortofotomapas e a COS. Importa também ter presente que certos elementos da superfície de dimensões próximas à unidade mínima cartográfica podem não estar representados na COSsim quer por não serem observáveis por satélite quer por terem sido generalizados no âmbito da aplicação de regras de conhecimento pericial. A produção de uma nova COSsim (e.g., 2021) inclui uma revisão das COSsim anteriores (e.g., 2020 e 2018) levando à produção de novas versões para assegurar a compatibilidade espaciotemporal entre as cartas. As novas edições das COSsim substituem as anteriores e passam a estar disponíveis no SNIG como indicado acima. Apesar do esforço para se garantir a consistência espaciotemporal é natural que uma comparação entre duas COSsim (e.g., 2020 e 2021) ainda revele diferenças que não correspondem a alterações reais. Por exemplo, alternância entre culturas de outono/inverno e primavera/verão poderá ser influenciada por variações meteorológicas e práticas agrícolas interanuais que modificam a fenologia da vegetação captada pelos satélites e que ainda não estão bem acomodadas nos algoritmos. A COS continua a ser a cartografia de referência para planeamento e não deve ser substituída pela COSsim. Importa ter sempre presente que a COSsim retrata a ocupação do solo num ano específico e não o uso do solo. Por exemplo, uma área de uso florestal, pode ser classificada na COSsim como Matos ou Vegetação herbácea espontânea se nesse ano estiver temporariamente desarborizada. A COSsim é portanto uma cartografia de conjuntura, pelo que, em planeamento e gestão a médio prazo, a cartografia relevante continua a ser a COS. A COSsim poderá ser útil em exercícios de planeamento e programação conjuntural. Citação: Costa, H.; Benevides, P.; Moreira, F.D.; Moraes, D.; Caetano, M., 2022. Spatially Stratified and Multi-Stage Approach for National Land Cover Mapping Based on Sentinel-2 Data and Expert Knowledge. Remote Sensing, 14, 1865, doi:10.3390/rs14081865 (https://doi.org/10.3390/rs14081865). Para a utilização de serviços de visualização e descarregamento consultar os Guias de Apoio na página de dados abertos da DGT (https://www.dgterritorio.gov.pt/dados-abertos).

  • O âmbito do presente trabalho visa a aquisição de serviços para execução de voo e produção de ortofotos para o concelho de Oeiras Esta informação encontra-se no Sistema de Referência PT-TM06/ETRS89

  • Ortos para Plano de Pormenor do Paúl (UOPG10 do PDM e Áreas Adjacentes), Lagos

  • Ortofotos 40 cm do concelho de Portalegre (num total de 46 536 hectares), obtida por restituição da fotografia aérea, dos voos efetuados nos dias 14 de Fevereiro de 2019 e 09 de Março de 2019.

  • Ortofotocartografia com resolução de 0.40 m do concelho de Ponte de Sor obtida por restituição da fotografia aérea, dos voos efetuados nos dia 13 de fevereiro de 2019 e 16 de março de 2019.

  • Carta obtida por georeferenciação a partir dos ortofotomas de 2004 , produzida pelo Departamento de Obras Municipais (DOM), entidade responsável pela manutenção e actualização dos dados.

  • Números de Polícia do Concelho de Loures

  • Carta obtida por georeferenciação a partir dos Ortofotomapas Novembro de 2004 e posterior validação através de percursos definidos, produzida pela Divisão dos Sistemas de Informação Geográfica(DSIG), da Câmara Municipal de Sintra, em parceria com a empresa Higiene Publica, EM.

  • Carta obtida por georeferenciação a partir dos ortofotomapas de Novembro de 2004 e posterior validação no terreno, produzida pela Divisão dos Sistemas de Informação Geográfica (DSIG), da Câmara Municipal de SIntra (CMS).

  • Cartografia Topográfica de Imagem homologada: 10 zonas urbanas de Ourique